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O retorno da Idade Média à cidade italiana de Matera

MAtera
Escrito por Jürgen T Steinmetz

Matera é um caso notável de resiliência cultural e continuidade urbana. Reconhecido como Patrimônio Mundial da UNESCO, o local apresenta um exemplo único de como a arquitetura, a paisagem e a história humana evoluíram juntas ao longo de milênios. A Festa da Bruna em Matera, realizado anualmente em 2 de julho, é um vibrante festival religioso e cultural que celebra a padroeira da cidade, a Madonna della Bruna.

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A cidade italiana de Matera torna-se um lugar lindo, brilhante e suntuoso para receber rituais e encenações históricas da Festa da Madonna della Bruna.

A lenda medieval conta a história de um fazendeiro que, em sua viagem de volta a Matera, deu carona a uma jovem desconhecida que carregava em seu reboque. Ao chegarem ao atual bairro de "Piccianello", a mulher pediu para entregar sua mensagem ao bispo.

Pouco depois, ele desapareceu dos olhos do fazendeiro. A identidade da mulher, ou seja, a Madona, logo foi revelada. A mensagem continha o pedido da jovem ao bispo para que permanecesse em Matera.

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O retorno da Idade Média à cidade italiana de Matera

O bispo e o clero foram imediatamente ao local onde a mulher havia descido da carroça e lá encontraram uma imagem da Virgem, que, colocada em uma carroça ricamente decorada, foi levada em triunfo até a Catedral.

O recurso à lenda para preencher lacunas na história é um fenômeno recorrente. O início das celebrações em honra da Madonna della Bruna remonta a 1389, ou seja, quando o Papa Urbano VI (ex-arcebispo de Matera e Acerenza de 1365 a 1377) vinculou a festa da Bruna à da Visitação de Maria a Isabel (também chamada de Magnificat), fixando sua data em 2 de julho no calendário litúrgico.

Madonna Della Bruna: A Procissão dos Pastores

O primeiro encontro com o rito da Madonna della Bruna começa às 4,30hXNUMX, quando a procissão dos pastores sai da Catedral; ali, no cemitério de mesmo nome, é celebrada a primeira missa do dia, no final da qual começam os primeiros fogos de artifício como sinal do início da celebração.

Procissão Noturna e os Três Giri

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O retorno da Idade Média à cidade italiana de Matera

A carroça parte, puxada por oito mulas e precedida por uma procissão formada pela “música baixa”, a Cavalcata, em direção à Piazza Duomo, quando já é tarde da noite.

Ali, acompanhado de um punhado de cavaleiros fantasiados, ao som do cornetim e ainda carregando a Madonna della Bruna, ele dá três voltas na praça, para invocar a proteção da cidade. Assim que a Madonna é depositada na igreja, a carroça está pronta para ser entregue aos atacantes que a aguardam na Piazza Vittorio Veneto.

A Destruição do Vagão

Aqui começa a fase "strazzo". Um momento de adrenalina que atinge o clímax quando, ao chegar à Piazza Vittorio Veneto, é atacado e desmembrado pelos moradores de Matera, que levam um pedaço em sinal de felicidades.

Em menos de cinco minutos, o tanque perde sua blindagem, restando apenas o esqueleto de madeira. Mas, durante séculos, a carroça Bruna vem morrendo e revivendo constantemente, na esperança de que a nova seja mais bela e suntuosa que as anteriores. Assim, o ritual termina no meio da noite. Não faltam suntuosos fogos de artifício entre os barrancos, prontos para encerrar a festa.

Sobre o autor

Jürgen T Steinmetz

Juergen Thomas Steinmetz trabalhou continuamente na indústria de viagens e turismo desde que era adolescente na Alemanha (1977).
Ele achou eTurboNews em 1999 como o primeiro boletim informativo online para a indústria global de turismo de viagens.

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