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Henry Oh, veterano do setor de turismo coreano, vence disputada corrida pela presidência da PATA.

PATA
Escrito por Imtiaz Muqbil

Henry Oh tornou-se o primeiro presidente coreano da Associação de Viagens da Ásia-Pacífico (PATA) após vencer uma eleição acirrada na Cúpula Anual da PATA em Gyeongju. A disputa intensa expôs divisões internas na PATA, ao mesmo tempo que sinalizou um esforço para restaurar a influência da organização e fortalecer a cooperação turística na região da Ásia-Pacífico.

A Cúpula de Gyeongju marca uma mudança histórica na liderança da Associação de Turismo da Ásia-Pacífico.

O veterano executivo coreano do setor de turismo, Henry Oh, foi eleito presidente da Pacific Asia Travel Association (PATA) para o mandato de 2026 a 2028, após uma disputa intensa e politicamente carregada que expôs profundas divisões dentro de uma das organizações de turismo mais influentes da região Ásia-Pacífico.

Oh, presidente da Global Tours Korea, garantiu a vitória sobre o também candidato Mayur “Mac” Patel, líder regional de assuntos comerciais e industriais do Grupo OAG, em uma eleição acirrada realizada durante a reunião do Conselho da PATA em Gyeongju, em 11 de maio de 2026. Embora as autoridades tenham se recusado a divulgar a contagem exata dos votos, a margem final foi estimada em aproximadamente 60% a 40%.

O resultado representa um momento histórico para a indústria do turismo da Coreia do Sul, já que Oh se torna o primeiro cidadão coreano a presidir a PATA desde a fundação da organização em 1951.

A eleição, no entanto, esteve longe de ser simples.

Uma competição moldada por alianças estratégicas

O que inicialmente parecia ser uma disputa entre Oh e o líder do turismo nepalês, Suman Pandey, evoluiu drasticamente nas semanas que antecederam a votação.

Pandey, presidente do grupo Explore Himalaya Travel & Adventure e membro respeitado do Conselho Executivo, havia entrado na disputa inicialmente como um concorrente de peso. Mas a entrada repentina de Patel na corrida alterou a dinâmica política dentro da associação.

Segundo relatos, vários membros influentes do conselho viram a candidatura de Patel como uma tentativa estratégica de dividir o apoio entre Oh e Pandey, o que poderia permitir que Patel saísse vitorioso com a maioria dos votos.

Preocupados com as implicações de uma votação dividida, figuras importantes da PATA persuadiram Pandey a desistir da corrida eleitoral, num movimento que muitos especialistas descreveram como calculado para consolidar o apoio a Oh.

Pandey confirmou posteriormente a razão por trás de sua desistência.

“Fiz isso em benefício da PATA. Todos nós sabíamos o que eles estavam tentando fazer”, disse Pandey.

A manobra transformou efetivamente a disputa em um confronto direto entre Oh e Patel.

Orgulho nacional e política regional

Os assuntos em jogo em torno da eleição iam muito além da governança interna da PATA.

Para a Coreia do Sul, sediar a Cúpula Anual da PATA de 2026 em Gyeongju e Pohang representou uma grande oportunidade para demonstrar a crescente influência do país no turismo global. Uma derrota de Oh em casa teria sido vista por muitos no setor de viagens coreano como um revés simbólico.

O concurso também destacou alinhamentos regionais e esforços de lobby dentro da organização.

Segundo relatos, Patel recebeu forte apoio de setores da comunidade turística tailandesa, incluindo o ex-presidente da filial tailandesa da PATA, Ben Montgomery, que agora atua como vice-presidente da PATA. De acordo com diversas fontes da diretoria, os esforços de lobby se intensificaram nos dias que antecederam a eleição, à medida que ambos os lados buscavam garantir os votos dos indecisos.

Ambos os candidatos enviaram cartas aos membros do conselho, descrevendo suas visões para a organização.

Henry Oh: Um legado enraizado na história da PATA

A campanha de Oh enfatizou a continuidade, o legado e o desejo de restaurar o prestígio da PATA.

Em sua mensagem aos membros do conselho, Oh destacou seus profundos laços pessoais e profissionais com a organização.

A Global Tours Korea, empresa que ele dirige, é membro da PATA desde 1962. Essa relação começou sob a liderança de seu pai, Henry Oh Sr., que se tornou uma figura muito respeitada dentro da associação e recebeu o título de Membro Vitalício da PATA em 1986.

Oh descreveu sua infância em meio aos eventos da PATA e atribuiu à associação o mérito de ter ajudado a moldar sua visão global e suas conexões na indústria.

“De muitas maneiras, a PATA fez parte da minha vida”, escreveu ele, ressaltando tanto seu vínculo pessoal com a organização quanto sua compreensão de sua importância histórica.

Ele também destacou seu papel em ajudar a garantir que a Coreia do Sul sediasse a Cúpula Anual da PATA de 2026 enquanto atuava no Conselho Executivo.

Com uma plataforma de campanha baseada na união e na renovação, Oh prometeu fortalecer a colaboração entre os membros de diferentes culturas e regiões, ao mesmo tempo que reconstruía a posição da PATA na indústria global do turismo.

“Se tiver a oportunidade de servir, meu lema é unir os membros da PATA como uma comunidade forte, abrangendo diversas culturas e regiões, e fortalecer a voz do nosso setor”, escreveu ele.

Esta é uma adaptação da eTN de uma matéria publicada pela Travel Impact.

Um mandato para revitalizar a PATA

Em uma coletiva de imprensa após sua vitória eleitoral, Oh reconheceu abertamente que a influência e a reputação da PATA haviam diminuído em comparação com as décadas anteriores.

“Não há dúvida de que os padrões e o prestígio da PATA diminuíram desde os tempos do meu pai”, disse ele.

Ele prometeu restabelecer o contato com a rede global de capítulos da associação e visitar pessoalmente os membros em toda a região da Ásia-Pacífico, em um esforço para reconstruir a confiança e o engajamento.

"Não sei como, mas farei o meu melhor", disse ele aos repórteres.

Oh também enfatizou que ser proprietário de uma empresa privada lhe proporciona a independência financeira e a flexibilidade de horários necessárias para dedicar um tempo significativo à associação.

Seu discurso eleitoral focou-se principalmente na revitalização, inclusão e reconstrução do moral organizacional.

As ambições turísticas da Coreia no cenário global.

ohpaa | eTurboNews | eTN

Além das reformas internas da PATA, Oh aproveitou a ocasião para delinear ambições mais amplas para o setor de turismo da Coreia do Sul.

Ele observou que, embora a Coreia do Sul gere aproximadamente 30 milhões de viajantes internacionais anualmente, o país ainda enfrenta desafios para equilibrar o crescimento do turismo receptivo.

“O turismo coreano precisa se globalizar”, disse ele.

Oh argumentou que a crescente popularidade internacional da Coreia do Sul — impulsionada em grande parte pelo sucesso global do K-pop, dos dramas televisivos coreanos, da cultura gastronômica e das exportações de entretenimento — cria uma oportunidade sem precedentes para atrair mais visitantes internacionais.

“Antes éramos principalmente um mercado interno. Agora nos tornamos muito populares graças ao K-pop. Precisamos criar mais oportunidades para que as pessoas venham à Coreia”, disse ele.

Analistas do setor acreditam que a presidência de Oh pode fortalecer a cooperação entre a PATA e as instituições de turismo coreanas, além de aumentar a visibilidade da Coreia do Sul nos mercados turísticos regionais.

Forte apoio da Organização de Turismo da Coreia

A candidatura de Oh recebeu um impulso significativo da Organização de Turismo da Coreia (KTO), cujo presidente, Sunghyeuck Park, enviou uma carta pessoal aos membros do conselho da PATA, apoiando-o.

Sobre o autor

Imtiaz Muqbil

Imtiaz Muqbil,
Editor executivo
Newswire de impacto de viagens

Jornalista radicado em Bangkok, cobrindo o setor de viagens e turismo desde 1981. Atualmente, sou editor e publisher do Travel Impact Newswire, possivelmente a única publicação de viagens que oferece perspectivas alternativas e desafia o senso comum. Visitei todos os países da região Ásia-Pacífico, exceto a Coreia do Norte e o Afeganistão. Viagens e turismo são parte intrínseca da história deste grande continente, mas os povos da Ásia ainda estão longe de reconhecer a importância e o valor de seu rico patrimônio cultural e natural.

Como uma das jornalistas de turismo mais experientes da Ásia, testemunhei a indústria atravessar muitas crises, desde desastres naturais a convulsões geopolíticas e colapsos econômicos. Meu objetivo é fazer com que o setor aprenda com a história e com seus erros passados. É realmente revoltante ver os chamados "visionários, futuristas e líderes de opinião" insistindo nas mesmas soluções míopes de sempre, que não abordam as causas profundas das crises.

Imtiaz Muqbil
Editor executivo
Newswire de impacto de viagens

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