Segundo fontes de notícias europeias, cidadãos do Estado de Israel podem ter sua entrada sem visto suspensa na zona Schengen da União Europeia devido a novas regulamentações sancionadas por legisladores europeus. A notícia surge na sequência do lançamento da campanha de bombardeios israelense contra o Irã, que resultou em ataques retaliatórios.
Os regulamentos revisados da UE modificam as regras de suspensão de visto para incluir violações da Carta da ONU, infrações de direitos humanos, violações do direito internacional humanitário e descumprimento de decisões de tribunais internacionais.
Israel é identificado como uma das nações mais vulneráveis às novas regras após acusações de supostos crimes de guerra em Gaza, de acordo com fontes do Parlamento Europeu.
A iniciativa é vista como uma resposta às críticas às ações de Israel em Gaza e seu recente envolvimento militar com o Irã.
Atualmente, cidadãos de 61 países – como Estados Unidos, Canadá, Israel, Reino Unido, Japão, Austrália e outros – podem entrar no espaço Schengen da UE por até 90 dias sem a necessidade de visto. Até o momento, a União Europeia suspendeu o acesso sem visto a Schengen apenas uma vez – para a República de Vanuatu, devido ao seu duvidoso programa de cidadania por investimento.

De acordo com a nova regulamentação, a Comissão Europeia tem autoridade para impor uma suspensão de um ano por meio de um ato de execução, que requer apenas o consentimento dos Estados-Membros. Quaisquer extensões exigiriam um ato delegado, que pode ser bloqueado pelo Conselho Europeu ou pelo Parlamento. O início deste processo pode ser realizado pela Comissão ou instigado por um Estado-Membro da UE.
O acordo ainda está pendente de ratificação formal por todo o Parlamento Europeu e pelo Conselho antes de sua promulgação como lei da União Europeia.



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