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A Romênia repensa o turismo à medida que crescem as pressões do excesso de turismo em toda a Europa.

Turismo na Romênia
Escrito por Jürgen T Steinmetz

A Romênia está repensando o turismo para combater o excesso de turistas, redistribuindo os visitantes para além de pontos turísticos lotados como o Castelo de Bran. Apoiado por uma iniciativa financiada pela União Europeia, o país está promovendo viagens sustentáveis, experiências rurais e gastronomia local para proteger as comunidades e, ao mesmo tempo, melhorar a experiência dos visitantes na Transilvânia e em outras regiões.

Enquanto a Europa enfrenta as crescentes consequências do turismo excessivo, a Romênia surge como um campo de testes para uma nova abordagem mais equilibrada na gestão de destinos – uma que prioriza a sustentabilidade, as comunidades locais e a experiência do visitante em vez da mera quantidade de turistas.

Uma iniciativa apoiada pela UE, destacada esta semana pela Comissão Europeia, mostra como a Romênia, particularmente a região da Transilvânia, está repensando o desenvolvimento do turismo para aliviar a pressão sobre os pontos turísticos mais lotados, ao mesmo tempo que distribui os benefícios econômicos para áreas rurais menos conhecidas.

Turismo excessivo: um problema em toda a Europa

O excesso de turismo tornou-se um dos desafios mais prementes enfrentados pelo setor turístico europeu. Destinos icônicos como Veneza, Barcelona, ​​Amsterdã e Dubrovnik têm sofrido com o número excessivo de visitantes, que sobrecarrega a infraestrutura, aumenta os custos de hospedagem e tensiona as relações entre moradores e turistas.

A Romênia não é imune. Atrações como Castelo Bran, frequentemente comercializado internacionalmente como “Castelo do Drácula”, aproximam-se de um milhão de visitantes por anoEmbora o turismo traga receita e visibilidade internacional, as autoridades locais enfrentam cada vez mais congestionamento, degradação ambiental e uma diminuição da qualidade de vida dos residentes.

Em vez de esperar que o problema se agrave, a Romênia está optando por uma abordagem proativa.

De “Mais turistas” para “Turismo melhor”

A nova abordagem faz parte de “Turismo em equilíbrio” Um projeto Interreg Europe lançado em 2023 e cofinanciado pela União Europeia. O projeto conecta cidades e regiões que já enfrentam o excesso de turismo — como Roma, Amsterdã, Sevilha, Cracóvia e Tallinn — com destinos emergentes como Brașov.

A ideia central é simples, mas transformadora:
O crescimento do turismo deve ser gerido, não maximizado.

Em vez de desencorajar viagens, os formuladores de políticas visam:

  • Distribuir os visitantes geograficamente para além dos pontos turísticos sobrelotados.
  • Incentive viagens fora da alta temporada.
  • Incentive estadias mais longas em vez de visitas curtas e de alto impacto.
  • Redirecionar os benefícios do turismo para comunidades rurais e menos conhecidas.

Isso representa uma mudança mais ampla na política de turismo europeia, que se afasta de métricas de sucesso baseadas em volume e se volta para a sustentabilidade, a resiliência e o bem-estar da comunidade.

Por que a Romênia — e por que agora?

Diversos fatores explicam por que a Romênia está adotando essa mudança:

1. Aumento do número de visitantes
A projeção internacional da Romênia cresceu rapidamente devido às companhias aéreas de baixo custo, à exposição nas redes sociais e à demanda por destinos "autênticos" no período pós-pandemia. Sem intervenção, os locais populares correm o risco de seguir o mesmo caminho das cidades mais congestionadas da Europa.

2. Prioridades Verdes e Sociais da UE
O Pacto Ecológico Europeu e as vias de transição turística a longo prazo enfatizam a responsabilidade climática, a preservação cultural e o crescimento inclusivo. As políticas de turismo são cada vez mais avaliadas pelo seu impacto social e ambiental, e não apenas pelos seus retornos económicos.

3. Potencial rural inexplorado
Grandes áreas da Romênia permanecem praticamente intocadas pelo turismo de massa. Vilarejos, gastronomia tradicional e paisagens naturais oferecem experiências valiosas que podem atrair visitantes e, ao mesmo tempo, sustentar os meios de subsistência locais.

4. Aceitação da comunidade
As autoridades aprenderam com outros destinos europeus que ignorar as preocupações dos residentes pode levar a protestos, regulamentações restritivas e danos à reputação. O envolvimento precoce da comunidade é visto como essencial para manter a "licença social" do turismo.

Gastronomia e aldeias como solução

Uma das principais iniciativas do projeto é a Programa Gastro Local na região de Brașov. Em vez de direcionar os visitantes para centros urbanos lotados, os turistas são incentivados a explorar vilarejos próximos, como Vama Buzăului, onde eles podem:

  • Compartilhe refeições caseiras com famílias da região.
  • Consuma alimentos produzidos com ingredientes locais.
  • Vivencie a vida rural tradicional.

O resultado é uma situação em que todos saem ganhando: os turistas desfrutam de experiências mais significativas, as comunidades rurais obtêm renda e a pressão sobre as atrações turísticas sobrecarregadas diminui.

Um modelo para a Europa?

O experimento da Romênia é acompanhado de perto por outras regiões que enfrentam dilemas semelhantes. Enquanto cidades famosas lutam para recuperar o controle sobre os fluxos turísticos, destinos emergentes têm uma rara oportunidade de "acertar de primeira".

Autoridades da UE veem projetos como o "Turismo em Equilíbrio" como prova de que o turismo excessivo não é inevitável, mas sim uma escolha política.

The Bigger Picture

Enquanto a Europa se prepara para mais um ano recorde em viagens, o caso romeno reforça um consenso crescente:
O futuro do turismo não se trata de atrair mais visitantes, mas sim de atrair os visitantes certos, no momento certo e nos lugares certos.

Se bem-sucedida, a abordagem da Romênia poderá servir de modelo para destinos em todo o mundo que buscam proteger o patrimônio, apoiar as comunidades e preservar as qualidades que tornam as viagens gratificantes.

Sobre o autor

Jürgen T Steinmetz

Juergen Thomas Steinmetz trabalhou continuamente na indústria de viagens e turismo desde que era adolescente na Alemanha (1977).
Ele achou eTurboNews em 1999 como o primeiro boletim informativo online para a indústria global de turismo de viagens.

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