O anúncio foi feito durante a apresentação do Ministro no Debate Setorial de 2026, na Gordon House, recentemente, sob o tema “Confiança”, na qual ele delineou reformas institucionais destinadas a criar um sistema de governança mais claro, mais rápido e mais forte.
O pacote de reformas exigirá legislação para revogar e substituir a Lei do Conselho de Turismo de 1955 e a Lei da Autoridade de Rafting de 1970, facilitar o estabelecimento de uma nova Lei da Autoridade de Turismo e criar uma Autoridade de Turismo dedicada para servir como principal reguladora do turismo na Jamaica.
“A Autoridade de Turismo não visa criar mais uma camada de burocracia... Trata-se de criar a espinha dorsal institucional necessária para governar uma economia turística moderna”, sublinhou o Ministro Bartlett.
Ele explicou que o setor de turismo da Jamaica evoluiu para além das estruturas administrativas que historicamente combinavam funções de marketing, regulamentação, licenciamento, inspeção e garantia de destino em múltiplas entidades.
“O turismo ultrapassou os antigos arranjos administrativos. O setor que estamos construindo agora é maior, mais complexo, mais diversificado, mais exposto ao risco global e mais central para o desenvolvimento nacional”, afirmou.

Sob a nova estrutura de governança, o Conselho de Turismo da Jamaica (JTB) se concentrará exclusivamente no marketing do destino, na criação da marca e no desenvolvimento do mercado, enquanto a nova Autoridade de Turismo liderará o licenciamento, o registro, os padrões, a conformidade, a fiscalização e a inteligência regulatória.
O ministro do Turismo observou ainda que o conceito está agora em análise pelo Gabinete e que o Governo pretende concluir o desenvolvimento da política e emitir as instruções de redação antes do final do atual ano fiscal.
“Isso significa que estamos transformando o Turismo 3.0 de discurso político em ação institucional”, acrescentou Bartlett.
A Autoridade também apoiará uma maior garantia de qualidade do destino, fortalecendo a estrutura por meio da qual a Jamaica protege a qualidade, a segurança, a confiabilidade e a integridade em toda a experiência do visitante.
“A promoção vende a promessa. A regulamentação protege a promessa. A garantia de destino cumpre a promessa. E a governança sustenta a promessa. A Autoridade de Turismo será, portanto, a instituição que ajudará a proteger a promessa que a Jamaica vende ao mundo”, acrescentou o Ministro.
Como parte da reforma, a Empresa de Desenvolvimento de Produtos Turísticos (TPDCo) passará a desempenhar um papel mais focado, centrado no desenvolvimento de produtos, na melhoria dos destinos, na formação, no aprimoramento da qualidade e no apoio à experiência do visitante.
Entretanto, o Fundo de Desenvolvimento Turístico (TEF) continuará a impulsionar o aprimoramento de produtos, a inovação e o investimento estratégico, enquanto a Jamaica Vacations (JAMVAC) manterá a responsabilidade pelo transporte aéreo, desenvolvimento de cruzeiros, portos de origem e expansão do acesso.
O Ministro Bartlett enfatizou que todos os órgãos públicos operariam dentro de uma estrutura unificada do Turismo 3.0, liderada pelo Ministério do Turismo. “O Ministério define as políticas. A Autoridade de Turismo regula. A JTB comercializa. A TPDCo desenvolve e apoia a qualidade dos produtos. A TEF investe e fortalece as conexões. A JAMVAC amplia o acesso. E todas as agências se alinham em torno de uma estratégia única de Turismo 3.0”, explicou ele.
Ao posicionar a reforma dentro da estrutura mais ampla de "Confiança e Segurança", Bartlett argumentou que a reforma da governança é essencial para sustentar a competitividade da Jamaica em um ambiente global cada vez mais incerto.
“Se bem estruturada, a Autoridade de Turismo se tornará uma instituição de confiança. Ela transmitirá confiança ao visitante, ao investidor, ao trabalhador, à comunidade e ao povo jamaicano de que este setor está sendo administrado de uma forma que reflete sua importância nacional.”




Deixe um comentário