Durante anos, a China foi mais conhecida como o país que enviava milhões de turistas para o exterior. Os turistas chineses transformaram o turismo global, tornando-se alguns dos maiores gastadores do mundo, da Europa ao Sudeste Asiático e além.
Hoje, essa narrativa está evoluindo.
A China está emergindo novamente como um dos destinos turísticos mais procurados do mundo. Com a recuperação da aviação internacional e a competição entre países por visitantes, a China reposicionou-se discretamente por meio de amplas reformas de vistos, infraestrutura de classe mundial, facilidades digitais e uma renovada abertura aos viajantes internacionais.
Essa transformação chamou a atenção da indústria global do turismo.
O mais recente Relatório de Impacto Econômico Global do Conselho Mundial de Viagens e Turismo (WTTCO relatório coloca a China firmemente de volta no radar do turismo internacional. A previsão é de que o setor de Viagens e Turismo da China se torne um dos maiores motores econômicos do mundo na próxima década, com o país gerando quase um em cada cinco novos empregos relacionados ao turismo em todo o mundo.
WTTC A presidente e CEO Gloria Guevara descreveu a recuperação da China como prova de que investimentos de longo prazo, políticas governamentais favoráveis e maior acessibilidade internacional podem restaurar rapidamente a confiança dos viajantes. Com a contínua redução das barreiras de entrada, ela acredita que a China está posicionada para se tornar um dos principais casos de sucesso do turismo na próxima década.
Embora os residentes chineses ainda façam mais viagens ao exterior do que os visitantes estrangeiros fazem viagens internacionais, o ritmo das chegadas internacionais acelerou drasticamente. A China não é mais apenas um mercado emissor para o turismo global — está rapidamente reconquistando seu lugar como um dos principais destinos do mundo.
Das fronteiras fechadas às portas abertas
Há poucos anos, o turismo internacional para a China praticamente havia desaparecido.
Assim como em grande parte do mundo, a pandemia forçou o fechamento de fronteiras e interrompeu abruptamente as viagens internacionais. Hotéis ficaram vazios, companhias aéreas reduziram rotas e empresas do setor turístico enfrentaram desafios sem precedentes.
A recuperação começou cautelosamente após a reabertura, mas o ritmo acelerou à medida que a China introduziu uma política favorável aos visitantes após a outra.

A isenção de visto foi expandida para dezenas de países.
Passageiros em trânsito agora podem passar até 240 horas explorando diversas regiões sem precisar solicitar um visto tradicional.
Os voos internacionais continuam a aumentar, enquanto os procedimentos de imigração se tornaram mais rápidos e simplificados.
Ao mesmo tempo, melhorias práticas eliminaram muitas das frustrações antes associadas a viajar pela China. Cartões bancários estrangeiros agora são mais amplamente aceitos por meio de sistemas de pagamento digital, informações multilíngues se expandiram por centros de transporte e atrações turísticas, e os procedimentos de reembolso de impostos foram simplificados.
Para muitos visitantes, viajar pela China hoje é consideravelmente mais fácil do que era há apenas alguns anos.
Mais do que um destino — um continente de experiências
Um dos motivos pelos quais a China continua a atrair crescente interesse internacional é a sua extraordinária diversidade.
Em uma única viagem, os viajantes podem atravessar a Grande Muralha a pé, navegar pelos picos calcários de Guilin, admirar o horizonte futurista de Xangai, passear pelas ruas antigas de Xi'an, explorar os santuários de pandas gigantes de Chengdu e vivenciar as paisagens montanhosas espetaculares de Yunnan ou Zhangjiajie.
- Cada província oferece sua própria história, tradições e identidade.
- As antigas cidades da Rota da Seda revelam séculos de intercâmbio cultural.
- Cidades históricas à beira d'água preservam estilos de vida que remontam a centenas de anos.
- As comunidades minoritárias mantêm vivas tradições que sobreviveram por gerações.
- Para quem visita a China com frequência, é raro encontrar um destino igual duas vezes.
Um país que se entende melhor através da sua gastronomia.
Se a história apresenta a China aos visitantes, muitas vezes é a comida que os faz se apaixonar por ela.
A culinária chinesa não é uma única tradição culinária, mas sim uma coleção de culturas regionais, cada uma refletindo a geografia, o clima e a história local.
Na província de Sichuan, sabores marcantes e pimenta-do-reino aromática criam pratos inesquecíveis que se tornaram famosos no mundo todo.
Guangdong oferece uma culinária cantonesa delicada, centrada no frescor e no equilíbrio.
Xangai é famosa por seus frutos do mar requintados e pelos icônicos dumplings de sopa.
Pequim continua a atrair clientes ávidos por experimentar o seu lendário pato assado.
Em Xinjiang, o cordeiro grelhado, o macarrão artesanal e o naan fresco refletem séculos de influência da Rota da Seda.
Enquanto isso, os cogumelos silvestres, as ervas e os produtos das montanhas de Yunnan revelam uma culinária diferente de qualquer outra na Ásia.
A comida de rua é igualmente cativante.
Os movimentados mercados noturnos oferecem de tudo, desde bolinhos artesanais e espetinhos de churrasco até petiscos regionais que variam de cidade para cidade.
Para muitos visitantes internacionais, a cultura gastronômica da China se torna um dos aspectos mais memoráveis de sua viagem.
Onde a civilização antiga encontra o amanhã
O maior atrativo da China talvez seja sua notável capacidade de conciliar história e modernidade.
É um dos poucos lugares onde os visitantes podem começar o dia dentro de um palácio imperial que remonta a centenas de anos, antes de embarcar em um trem de alta velocidade que viaja a mais de 300 quilômetros por hora para outra cidade.
Antigos templos budistas convivem com arranha-céus futuristas.
Casas de chá tradicionais coexistem com laboratórios de inteligência artificial.
Calígrafos praticam uma arte secular a poucos quarteirões de distância de empresas de robótica que moldam as tecnologias do futuro.
Em vez de competirem entre si, o passado e o futuro da China coexistem.
Esse contraste se tornou um dos maiores trunfos turísticos do país.
Infraestrutura que conecta tudo
Viajar pela China nunca foi tão fácil.
O país opera atualmente a maior rede ferroviária de alta velocidade do mundo, ligando centenas de cidades com rapidez, eficiência e notável pontualidade.
Aeroportos modernos, sistemas de metrô em expansão e serviços aéreos domésticos abrangentes permitem que os visitantes explorem destinos antes considerados remotos.




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