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16 funcionários da Airbus despedidos por 'espionagem industrial'

16 funcionários da Airbus demitidos por 'espionagem industrial'
16 funcionários da Airbus despedidos por 'espionagem industrial'

Empresa europeia aeroespacial e de defesa Airbus demitiu 16 funcionários em uma divisão que lidava com projetos militares alemães, incluindo um gerente de departamento, sem aviso prévio, depois que foi revelado que eles eram suspeitos de envolvimento em espionagem industrial.

Todos os funcionários demitidos eram suspeitos de espionar segredos corporativos e de obter ilegalmente documentos confidenciais sobre projetos futuros das Forças Armadas Alemãs (Bundeswehr).

A Airbus é um dos principais fornecedores das Forças Armadas alemãs; regularmente ganha contratos para fornecer ao Bundeswehr novos aviões e helicópteros, bem como para adaptar o equipamento existente.

A empresa alertou as autoridades alemãs sobre algumas “irregularidades” no tratamento de informações confidenciais em setembro. Naquela época, a Promotoria de Munique também abriu sua própria investigação sobre o caso, que disse ainda estar em andamento.

O caso, porém, remonta ao outono de 2018, quando um funcionário perguntou a seus supervisores e ao departamento jurídico e de conformidade se ele deveria ter acesso a um documento confidencial que acabara de receber. O que veio a seguir foi uma inspeção massiva envolvendo uma auditoria de cerca de 1.5 milhão de documentos e entrevistas com a equipe.

Cerca de 90 pessoas inicialmente foram suspeitas de obter e possuir ilegalmente documentos confidenciais, incluindo alguns dados sobre os contratos militares do Bundeswehr, como aqueles sobre os sistemas de comunicação das tropas. Por fim, os funcionários do Programa Line Communications, Intelligence and Security (CIS), com sede em Munique, acabaram sendo suspeitos de “apropriação indébita” e “abuso” de alguns documentos de clientes.

Em setembro, os promotores também abriram um inquérito sobre “traição de segredos comerciais e de negócios”, bem como “aquisição e transferência ilegal de informações confidenciais”. O Bundeswehr também disse que estava ciente da situação e tomou uma medida disciplinar contra uma pessoa não identificada dentro das Forças Armadas.

Ainda não está claro, no entanto, como os suspeitos obtiveram os documentos confidenciais e se eles realmente procuraram usá-los para fortalecer a oferta da empresa em contratos futuros ou repassar os documentos que obtiveram a terceiros. Embora os promotores de Munique tenham garantido aos jornalistas que nenhum documento “secreto” foi afetado, e a Airbus tenha optado por uma ação “proativa”, o incidente ainda pode prejudicar suas relações com Berlim.

Alguns parlamentares alemães, informados sobre o assunto pelo Ministério da Defesa em setembro, argumentaram que a empresa não pode mais contar com a confiança do governo alemão.

“Normalmente, uma empresa seria impedida de receber contratos [estaduais]”, disse na época Tobias Lindner, porta-voz da política de defesa dentro da facção parlamentar do Partido Verde.

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